Two artists go out to train, they don't fit the standards of their neighborhood, their city, or their imposing culture. "I believe that your very sensitive description reminds me of the capacity we have, to develop ourselves to stay alive in this territory that was returned to us by the colonizers..." This is a film made on the outskirts of Lisbon and speaks poetically and assertively about territorial occupation, post-colonialism, and social inequality still in force in Portuguese culture.

  • Welket Bungué
  • Welket Bungué
  • Welket Bungué
  • Isabél Zuaa
    Key Cast
    Kbela (2016), The Good Manners (2018), Joaquim (2017), Arriaga (2019), Yellow Animal (2020)
  • Welket Bungué
    Key Cast
  • Project Title (Original Language):
  • Project Type:
    Experimental, Short
  • Genres:
    Drama, Romance
  • Runtime:
    20 minutes
  • Production Budget:
    2,000 EUR
  • Country of Origin:
  • Country of Filming:
  • Language:
  • Shooting Format:
  • Aspect Ratio:
  • Film Color:
  • First-time Filmmaker:
  • Student Project:
  • 23º Festival de Cinema Luso-Brasileiro
    Santa Maria da Feira
    June 27, 2021
    Official Selection
  • 11th KUGOMA Film Forum Mozambique
    August 24, 2020
    Official World Premiere
    Official Selection
  • Mostra "O Cinema para uma luta Anti-racista"
    July 22, 2021
    Monumento Padrão dos Descobrimentos
    Venue DocLisboa IFF, Curated by SOS Racismo
  • 13th Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas
    Rio de Janeiro
    October 28, 2020
    Brazilian Premiere
    Official Selection
  • Mostra de Cinemas Africanos 2021

    March 13, 2021
    Memória: Performatividades Entre-Tempos
  • IV Mostra Itinerante de Cinemas Negros - Mahomed Bamba
    March 31, 2021
    Official Selection
  • 14th Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira
    Porto Alegre
    April 10, 2021
    Mostra Artista Convidado Welket Bungué
  • SESSOM . Ponto de Escuta | Mostra de cinema-sonoro
    Rio de Janeiro
    May 2, 2021
    Seleção Oficial
  • Edição Especial - Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba
    Salvador, BAHIA
    November 1, 2021
    Olhares Periféricos - MIMB 2021
    November 7, 2021
    Belgian Premiere
    DEBAT.E.S Section | Official Selection
Distribution Information
  • KUSSA Productions
    Country: Worldwide
    Rights: All Rights
Director Biography - Welket Bungué

Welket Bungué is originally from the Balanta tribe, was born in Xitole (Guinea-Bissau) on February 7th, 1988. He is a Portuguese-Guinean actor and film director based in Berlin, a co-founder of Kussa Productions. He holds a degree in Theater from the Actors branch (ESTC / Lisbon) and a postgraduate degree in Performance (UniRio / Brazil). He is a Permanent Member of the Portuguese Academy of Cinema, the Deutsche Filmakademie, and a member of the European Film Academy since 2021. Its films have been screened on several international film festivals, such as Berlinale, ABFF (US), Africlap (France), Zanzibar Intl. Film Fest., Afrikamera (Berlin), IndieLisboa, DocLisboa, Rio de Janeiro IFF, and the Stockholm Dansfilmfestival. He also directed the short films 'Mudança' (2021), 'I Am Not Pilatus'(2019), 'Arriaga'(2019), and 'Bastien'(2016) in which he was distinguished with the “Best Actor Award” and “Best First Film Award” by Shortcutz Awards 2017. In 2019 he was awarded with an “Angela Award - On The Move” at the Subtitle Festival in Kilkenny (Ireland), by Richard Cook and Steve Cash. Welket Bungué starred the cast of 'Joaquim', by Marcelo Gomes (Intl. Competition Berlinale 2017), 'Body Electric' (IFFR 2017), 'Kaminey' (2009), by Vishaal Bahardwaj, 'Letters From War' (Intl. Competition Berlinale 2016), by Ivo M. Ferreira. In 2020 Welket won the "MAAT Grand Prize - FUSO Intl. Festival of Video Art of Lisbon" with his film 'Metalheart', also starred Franz Biberkopf in 'Berlin Alexanderplatz' (Berlinale 2020), directed by Burhan Qurbani, which lead him to a nomination as “Best Male Lead” at the LOLA awards of the German Film Academy (Deutscher Filmpreis), and grant him a “Aluminum Horse Prize” for “Best Actor” at the Stockholm Intl. Film Festival. In 2021, he won the 'Cinema Industry Prestige Award' at the 25th RDP Africa - Prestige Award Cerimony (Portugal). Welket is part of the main cast of the new film from David Cronenberg, 'Crimes of the Future', among the actors Viggo Mortensen, Léa Seydoux, and Kristen Stewart.
Welket Bungué é artista transdisciplinar, de etnia balanta. Considera-se de origem guineense-português, tendo nascido na Guiné-Bissau (região de Xitole) a 7 de Fevereiro de 1988. Reside em Berlim, mas trabalha artisticamente ao nível internacional. É co-fundador da produtora KUSSA, faz locução para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ). É Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015, membro da Deutsche Filmakademie desde 2020, e membro associado da Academia Europeia de Cinema desde 2021. Os seus filmes têm circulado internacionalmente por inúmeros festivais de cinema tais como Berlinale, ABFF (EUA), Africlap (França), Zanzibar Intl. Film Fest., Afrikamera (Berlim), IndieLisboa, DocLisboa, Fest. Intl. de Cinema do Rio de Janeiro ou o Stockholm Dansfilmfestival. Welket realizou as curtas-metragens 'Eu Não Sou Pilatus'(2019), 'Arriaga'(2019) e 'Bastien'(2016) no qual foi distinguido com os prémios “Melhor Ator” e “Melhor Primeira Obra” nos prémios Shortcutz 2017 em Viseu e Ovar respetivamente. Em 2019 foi distinguido com o prémio “Angela Award - On The Road” no Subtitle Festival em Kilkenny, na Irlanda. Em 2020 Welket é o protagonista de 'Berlin Alexanderplatz' (Comp. Intl. Berlinale 2020), realizado por Burhan Qurbani, em que a sua interpretação lhe valeu uma indicação ao Urso de Prata, uma nomeação como “Melhor Ator Principal” nos prémios LOLA da Academia Alemã de Cinema (Deutscher Filmpreis), e ainda o prémio “Cavalo de Alumínio” para “Melhor Ator” no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo. Welket está a terminar a escrita do seu primeiro livro 'Corpo Periférico', um ensaio autobiográfico sobre a produção de cinema de autor com base no conceito homónimo de "cinema de autorrepresentação".

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Director Statement

‘Peripheral Workout’ it’s a statement of anti-colonialism uprising. The film is lead by two mighty voices, Courage (Isabél Zuaa) and Race (Bruno Huca). They assume themselves as peripheral artists trying to build a reflection about disruptive ways of being, by crossing through these territories of “obsolete truths and resolute existences.” In an attitude of reflexion upon the social integration problems, their thoughts simultaneously reveals incoherences on the functionality of communitarian housing projects in the outer regions of Lisbon. In ‘Peripheral Workout’ there’s a sugestionable conception of peripheral zones, as being “anti-central” zones of the city - (I was inspired by the etymological root of the German word vorstadt), - since it’s from there that those who propel the business structures come out, to work at the services, at the governmental institutions, that are located, mostly, in the center of the city. The movie dismantles through an anti-filmic way, the surroundings of a mis formed urbanistic area, that shapes an incomplete and rudimentary neighborhood called Bairro Angola, in Camarate. I believe that “peripheral bodies” are in constant movement, they understand that their condition isn’t restricted to the behavioral scope. Although those bodies need to keep their minds savvy, because “It’s about the normalization of an inequality reproduction system. Our bodies were colonized to accept and to internalize this way of life. And when I say bodies, it’s about an organic whole that exists and that feeds itself from daily emotional training, from muscular tissues, from the mind and from all the rest. And it is in this vital plenitude that you and I can exist.” Originally from a text written by Lucila Clemente, - as a personal commentary about the diasporas’ contemporary occupation of the periphery. Here is a film to decentralize.

Dois artistas saem para treinar, não cabem nos padrões do seu bairro, da sua cidade, nem da sua cultura impostora. "Acredito que a vossa descrição tão sensível me remete à capacidade que temos, de nos desenvolvermos para nos mantermos vivos nesse território que nos foi “devolvido” pelos colonizadores...", palavras do personagem Raça (Bruno Huca) ditas a Coragem (Isabél Zuaa). Este é um filme feito na periferia da "grande Lisboa" e discursa poética e assertivamente sobre ocupação territorial, pós-colonialismo e desigualdade social ainda vigente na cultura portuguesa.

'Treino Periférico' é um discurso de levante anti-colonialista. O filme corre assente nos pés de Coragem (Isabél Zuaa) e de Raça (Bruno Huca), que se assumem como artistas periféricos para justamente tentar propor uma reflexão sobre os nossos modos de ser, ao transitar por esses territórios de “verdades obsoletas e existências resolutas.” Numa atitude de reflexão aplicada aos problemas de integração social e ao mesmo tempo, revelando fragmentos daquela que é a funcionalidade dos bairros de habitação comunitária social nas áreas limítrofes das grandes capitais. Em 'Treino Periférico' há uma sugestionável concepção de zonas periféricas como sendo zonas “ante-centro” da cidade, já que é dali que saem as pessoas que impulsionam as estruturas empresariais, as estruturas de serviço e as instituições estatais, que se encontram na sua maioria, bem no centro da cidade. O filme desmantela anti-filmicamente os rebordos urbanístico-funcionais de um bairro incompleto e rudimentar a partir do Bairro Angola, em Camarate. Os corpos periféricos em trânsito entendem que a sua condição não se cinge à esfera comportamental. “Aqui fala-se da normalização de um Sistema que reproduz desigualdade. Os nossos corpos foram colonizados para aceitar e interiorizar esse modo de vida. E quando digo corpos, refiro-me a um todo orgânico que existe e se alimenta de treinamento diário de emoções, de tecidos musculares, da mente e de tudo o resto. E é nessa plenitude vital que eu e vocês, podemos existir.” A partir de um texto integralmente escrito por Lucila Clemente, - como comentário pessoal acerca da ocupação de territórios físicos e estruturalmente destinados aos privilegiados pelas benesses do racismo de origem histórica e de implementação institucional – e posteriormente adaptado para argumento de filme por Welket Bungué, dirigindo-o aos performers Zuaa e Huca, eis um filme para descentralizar.