Metalheart

A body full of past marks heals past hurts and hides living losses. Here beats a heart invulnerable by noise, iron, and twist. Our boundaries are today more tight than ever. Who are the confined ones, who decide those you can enter or not?! Shall we deal with the migration as if it is a dead body poisoning our mansuetude or it is a real question that the imperial western capitalism doesn’t want to answer? The question is: you’ll stand to face this (un)ethical premise?!

  • Welket Bungué
    Director
    BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Welket Bungué
    Writer
    BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Welket Bungué
    Producer
    BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Project Type:
    Experimental, Short
  • Runtime:
    7 minutes
  • Completion Date:
    November 20, 2019
  • Country of Origin:
    Portugal
  • Country of Filming:
    Cape Verde
  • Language:
    Other
  • Shooting Format:
    Digital
  • Aspect Ratio:
    16:9
  • Film Color:
    Color
  • First-time Filmmaker:
    No
  • Student Project:
    No
  • XII FUSO 2020 | EDP/MAAT Foundation Acquisition Award
    Lisboa
    Portugal
    World Premiere
    EDP/MAAT Foundation Acquisition Award | Grand Jury Prize
  • Nominated YOUNG AFRICAN FILM MAKERS AWARD 2020
    Leuven
    Belgium
    Official Selection - YAFMA Documentary Competition
  • XXIV Afrika Filmfestival
    Leuven
    Belgium
    October 1, 2020
    International Premiere
    Official Selection - YAFMA Competition
  • XII FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa
    Lisboa
    Portugal
    August 27, 2020
    Official World Premiere
    Official Selection
  • II FUSO INSULAR 2020
    Ilha de São Miguel (Azores Island)
    Portugal
    October 30, 2020
    'Estruturar o Tempo' curated by Jean-François Chougnet
  • KILOMBO 2021
    Lisboa
    Portugal
    August 6, 2021
    Espaço Alkantara
    Official Selection - Curated by Aurora Negra
  • Open Call - FUSO 2020 in Algés
    Lisboa
    Portugal
    July 30, 2021
    Centro de Arte Contemporânea - Palácio Anjos
    Curated by Rachel Korman
  • Open Call - FUSO 2020 in Vigo
    Vigo
    Spain
    June 12, 2021
    Museu de Arte Contemporânea de Vigo
    Curated by Instituto Camões
  • VEM - Videoarte Em Movimento
    Madrid, Lisbon, Elvas
    Portugal
    July 2, 2022
    Official Selection
Distribution Information
  • Kussa Productions
    Country: Worldwide
    Rights: All Rights
Director Biography - Welket Bungué

Welket Bungué born in Guinea-Bissau in 1988. He descends from the Balanta ethnicity, and he's based in Berlin since 2019. Bungué is a transdisciplinary artist with a focus on performance and video. His cross-cultural education, from Africa, Europe, and Brazil, made himself a cross-national multitalented artist.

He is co-founder of the production company KUSSA, holds a degree in Theater Acting (ESTC / Lisbon) and a postgraduate degree in Performance Art (UniRio / Brazil). Bungué is an artist featured by the Arsenal – Institute for Film and Video Art (Berlin), and since 2021 his films are part of the institution’s collection.

Welket's artwork is grounded in anti-colonial and Afro-diasporic practices to generate self-empowerment and healing capacities. His films compose an ecosystem of creative freedom, an invitation to cast off from old hardened narratives and into a space of thinking, resilience, and cross- border identity. Like a body in transit, his commitment to the storytelling art holds the belif of a future in which we can dialogue and find one another.

Bungué's films have circulated internationally through numerous film festivals such as Berlinale, ABFF (USA), Africlap (France), Zanzibar IFF, Afrikamera (Berlin), BFI London and Sheffield DocFest (UK), IndieLisboa, DocLisboa, Curta Cinema IFF (RJ, Brazil), as well as the Stockholm Dansfilmfestival. Welket repertoire on filmmaking reunites more than 25 creations, including the short film titles ‘Calling Cabral’ (2022), ‘Mudança’ (2020), ‘Intervenção Jah’ (2019), ‘I am Not Pilatus' (2019), ‘Arriaga' (2019) and ‘Bastien' (2016).

In June 2022 Welket released his first book ‘Corpo Periférico’ on the Amazon platform, it is an autobiographical essay on auteur filmmaking based on the eponymous concept of “self-portraying cinema”.

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Welket Bungué nasceu em 1988 na Guiné-Bissau. O guineense-português de etnia balanta, reside em Berlim desde 2019. Bungué é um artista transdisciplinar com foco nas artes cénicas e no vídeo performanace. A sua educação intercultural agregando as suas heranças africanas, a as vivências europeias, e as influências adquiridas no Brasil, fazem dele um cidadão-artista em trânsito permanentemente.

Welket é co-fundador da produtora KUSSA, faz locução para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ).

Bungué é cooperador-membro da Fundação GDA, é Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015, membro da Deutsche Filmakademie desde 2020, e em 2021 tornou-se membro da Academia Europeia de Cinema. Bungué é artista integrante do Arsenal - Institute for Film and Video Art (Berlim), e desde 2021 que os seus filmes fazem parte do acervo da instituição.

O seu trabalho artístico investiga práticas anti-colonialistas e de afirmação africana-diaspórica, visando a criação de capacidades de auto-empoderamento e cura. A filmografia de Bungué pressupõe um ecossistema de liberdade criativa, um convite a abandonar narrativas endurecidas e a lançar-se em novas possibilidades de pensamento, resiliência, e simultaneidade identitária.

Os seus filmes têm circulado internacionalmente por inúmeros festivais de cinema tais como Berlinale, ABFF (EUA), Africlap (França), Zanzibar IFF, Afrikamera (Berlim), BFI Londres e Sheffield DocFest (Reino Unido), IndieLisboa, DocLisboa, Curta Cinema IFF (RJ, Brasil), bem como o Dansfilmfestival de Estocolmo. O repertório cinematográfico de Welket reúne mais de 25 criações, incluindo as curtas-metragens 'Memória' (2022), 'Mudança' (2020), 'Intervenção Jah' (2019), 'Eu Não Sou Pilatus (2019), 'Arriaga' (2019) e 'Bastien' (2016).

Em 2019 foi distinguido com o prémio “Angela Award - On The Move” no Subtitle Festival em Kilkenny, na Irlanda. Em 2020 Welket é o protagonista de 'Berlin Alexanderplatz' (Comp. Intl. Berlinale 2020), realizado por Burhan Qurbani. A sua interpretação valeu-lhe uma indicação ao Urso de Prata, uma nomeação como “Melhor Ator Principal” nos prémios LOLA da Academia Alemã de Cinema (Deutscher Filmpreis), e ainda o prémio “Cavalo de Alumínio” para “Melhor Ator” no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo.

Em junho de 2022 Welket lançou o seu primeiro livro 'Corpo Periférico' na plataforma Amazon, trata-se de um ensaio autobiográfico sobre a produção de cinema de autor com base no conceito homónimo de "cinema de autorrepresentação".

Add Director Biography
Director Statement

During my stay in Cape Verde, I realized that the territory was highly photographic and "novelizable," so I took the camera and filmed it. I filmed three films, which make up a triptych focused on landscapes, the visible contrasts in terms of resources and (mis)urbanism, and lastly on the various subthemes that I care to reflect during these spontaneous processes of filming while traveling.

Hito Steyerl's Exodic Cinema is not only an aesthetic but also a methodology that influences the technical-performance decisions I make during the capture and conception of signifiers contained in the images from which the three films result: 'Kau Berdi', 'Ex Explorer Explorer' and 'Metalheart'. I called this triptych CARBON in honor of this ethereal chemical element that has increased in the atmosphere to the point that it also conditions life on Earth, not only as living beings but also as habituating beings that we are.

'Metaheart' is intended to essayistically bring to the cinema screen the genetic willingness of my filmography, which is this propensity to redeem the right to narrate, although such a desire may appear subtly or inconsequentially since I consider that these films do not encompass the understanding of their creative purpose just by being watched on the screen, but need contextualization and follow-up with the author's repertoire - which compromises the permanently performative aspect these films require.
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"Um corpo cheio de marcas do passado, cicatriza mágoas do passado e esconde perdas vivas. Aqui pulsa um coração invulnerabilizado pelo ruído, ferro e torção. Hoje as nossas fronteiras estão mais limitadas do que nunca. Quem são os confinados/as, quem decide quem pode entrar e fazer parte ou não?! Devemos lidar com a migração como se fosse um cadáver envenenando a nossa mansuetude, ou é uma pergunta real que o capitalismo imperialista ocidental evita a todo o custo responder? A questão é: você está disposto/a a encarar esta premissa (anti)ética?"

Durante a minha estadia em Cabo Verde, percebi que o território era altamente fotográfico e "romanciável", por isso peguei na câmera e filmei. Filmei três filmes, que compõe um tríptico focado nas paisagens, nos contrastes visíveis em termos de recursos e de (des)ordenamento urbanístico, e por último nos diversos subtemas que me importam refletir durante estes processos espontâneos de filmagem em viagem. O cinema exódico de Hito Steyerl é não só uma estética mas também uma metodologia que influencia as decisões performáticas-técnicas que assumo durante a captação e concepção de significantes contidos nas imagens das quais resultam os três filmes: 'Kau Berdi', 'Ex Explorador Exproriador' e 'Metalheart'. Chamei a este tríptico CARBONO, em homenagem a esse elemento químico etéreo e que tem aumentado na atmosfera ao ponto de também nos condicionar a vida na Terra, não apenas como seres viventes mas também como seres de habituação que somos. 'Metalheart' tem a intenção de ensaisticamente trazer para a tela do cinema o impulso genético da minha filmografia, que é esta propensão para resgatar o direito de narrar, ainda que tal desejo possa surgir aparentemente subtil ou inconsequentemente, uma vez que considero que estes filmes não abarcam o entendimento do seu propósito criativo apenas ao serem assistidos no écran, por outro lado necessitam de uma contextualização e requerem um acompanhamento do repertório do autor – o que compromete o aspeto permanentemente performático que estes filmes exigem.