Private Project

Georgia

O horror existencial de um ator para exorcizar um personagem — ou, quem sabe, a si mesmo —, num ritual de expurgação cênico que provoca nossa percepção entre intérprete, atuação e persona.

  • F. Monteiro Júnior
    Director
  • F. Monteiro Júnior
    Writer
  • Regina França
    Producer
  • F. Monteiro Júnior
    Producer
  • Marcel Julian
    Key Cast
    "an actor"
  • Weslley Oliveira
    Cinematography
  • Matheus Vilarindo
    Editors
  • F.` Monteiro Júnior
    Editors
  • Matheus ALBERTO DE BRITO MONTEIRO Vilarindo
    Original music
  • Project Type:
    Short
  • Genres:
    Drama, Horror
  • Runtime:
    20 minutes
  • Completion Date:
    April 3, 2025
  • Country of Origin:
    Brazil
  • Country of Filming:
    Brazil
  • Language:
    Portuguese
  • Shooting Format:
    Black Magic 4k 24fps Pro Rés HQ
  • Aspect Ratio:
    2:35
  • Film Color:
    Black & White and Color
  • First-time Filmmaker:
    No
  • Student Project:
    No
  • 19° Encontro Nacional de Cinema dos Sertões
    Floriano
    Brazil
    December 5, 2025
    Competitiva Nacional de Curta-metragem | Premiação: Melhor Ator
  • Mostra Brasileira Independente de Cinema de Rua
    Rio de Janeiro
    Brazil
    November 29, 2025
    Seleção Oficial
  • All that Moves International Film Festival
    São Paulo
    Iceland
    April 11, 2026
    Cinema Brasileiro Curta Metragem | Menção Honrosa
  • 12º FIACINE - Festival Ibero-americano de Cinema
    Ribeirão Pires, SP
    Brazil
    November 30, 2025
    Competitiva Ficção Brasil | Premiação: Melhor Filme · Melhor Direção · Melhor Roteiro · Melhor Interpretação
  • First-Time Filmmaker Sessions Volume 1 - New Voices
    Iver Heath
    United Kingdom
    January 26, 2026
    Seleção oficial
Distribution Information
  • Doroteu Filmes
    Distributor
    Country: Brazil
    Rights: All Rights
Director Biography - F. Monteiro Júnior

F. Monteiro Júnior é um cineasta brasileiro nascido no Piauí, atualmente em São Paulo, reconhecido por sua linguagem cinematográfica apurada e por superar as próprias limitações de discinesia motora, em virtude de uma paralisia cerebral discinética (PCD), para refletir sobre, ensinar e fazer cinema.

Aos 15 anos, estreou na literatura com o romance policial As Sete Vidas do Gato (1998), publicado por meio da Lei A. Tito Filho de incentivo à cultura local. A obra foi seguida por A Obscuridade Humana (1999), lançada pela Editora da Universidade Federal do Piauí (EDUFPI), e O Confidente (2003), que lhe rendeu o Prêmio Fontes Ibiapina de Romance, da Fundação Estadual de Cultura e Esporte do Piauí (FUNDEPI), em 2001.

Sua incursão no audiovisual começou em 2004, com a escrita e direção do média-metragem No Meio do Caminho, produzido em parceria com amigos. Desde então, assinou obras como o curta-metragem de suspense Insone (2005), premiado como Melhor Filme no Piauí Festvideo; o docudrama Dona Maria (2010), um olhar sensível sobre a solidão e o abandono na velhice; e o longa-metragem Qualquer Hora Dessas (2012), vencedor dos prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Atriz no Encontro Nacional de Cinema dos Sertões. Em 2017, dirigiu o curta-metragem documentário Estado da Arte [Adriano Abreu], que recebeu prêmios de roteiro e fotografia.

Já em 2023, lançou Estalos, contemplado pelo primeiro edital de cinema do Estado, promovido pela Secretaria de Cultura do Piauí (Secult-PI). O filme conquistou amplo reconhecimento, somando 14 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Recentemente, finalizou Georgia, curta de ficção que entrelaça ruminação mental com as bordas do processo ator/atuação, que levou 4 prêmios no 12º FIACINE - Festival Ibero-americano de Cinema - Competitiva Ficção Brasil: Melhor Filme, Direção, Roteiro e Interpretação. Está concluindo a pós-produção de Fractal, rodado em São Paulo.

Monteiro Júnior também é graduado em Psicologia e Jornalismo, possui Mestrado em Literatura e atuou como crítico de cinema entre 1999 e 2014 para jornais impressos e online. Desde 2006, ministra oficinas de cinema, contribuindo para a formação de novos talentos na área.

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Director Statement

“Georgia” é um exercício narrativo de linguagem e atuação. Ou quando o ator em si é a bússola estética da construção dessa linguagem, do enquadre ao ritmo. Performance em fusão. Atuar foi proibido. No caos do processo e da exaustão, as brechas emergem e se confundem. Se o ator não finge, o corpo entrega a mente — ou entrega a arte? Quem está ali? O ator ou o personagem? Talvez o próprio conceito de “ator” colapse com o cansaço do ser humano que veste a persona. Quem está ali? O ator despido do personagem? O personagem emergindo do ator? Ou apenas alguém — alguém em estado bruto, atravessado por vozes, memórias e gestos que não lhe pertencem? Na interdição da atuação, a performance continua? Como sintoma? Como travessia? Como fadiga que se converte em presença cênica? O que é o personagem? O que significa atuar? O que representa o ator?