TransMutare — Possibilities of a Shadow (TransMutare — Possibilidades de uma Sombra)
DCP AvailableSINOPSE CURTA:
O processo de criação desta vídeo-arte e ensaio visual baseou-se em sombras de objectos artísticos criados pela artista plástica Aida Wailer Ferrás. As imagens foram captadas com uma máquina fotográfica analógica (a utiilizar filmes em cor e preto e branco) e uma camêra digital com fita 8mm, os quais são percebidos como principais símbolos que transformam o espaço imagético-fotográfico e vídeografico, sejam através das imagens como percursos espaciais fragmentários ou inseridos em experiências individuais.
Em cada fotografia ou frame em movimento produzidas, foram realçados a sombra de cada um dos objectos-pinturas, aplicados e investigados em suas dimensionalidades.
A expressão Transmutare (do latim "transformar uma coisa em outra") aplicada às "possibilidades de uma sombra" evoca um processo profundo de transformação pessoal e psicológica. Na psicologia analítica, a "sombra" representa os aspectos negados, ocultos ou rejeitados da personalidade.
As possibilidades de transmutação da sombra incluem:
Integração e Consciência: A transmutação começa com a aceitação de características consideradas negativas, como raiva ou vergonha, que foram reprimidas. Reconhecer que esses traços existem é o primeiro passo para não viver no "automático" e assumir o controle da própria vida.
Abandonar Personas Falsas: A transmutação permite diferenciar a "persona" (máscara social de adaptação) da verdadeira essência, evitando a identificação excessiva com papéis sociais que ocultam a totalidade do ser.
Mudança de Padrões (Recomeçar): Transmutar a sombra significa limpar padrões antigos e viciados, em vez de apenas recomeçar com "roupa nova" (repetir comportamentos com uma nova aparência).
Apropriação da Sombra: Envolve transformar o que se pensa que é a sua totalidade (persona) e integrar o que se esconde, permitindo a expressão completa do indivíduo.
A transmutação da sombra é, portanto, o processo de trazer à luz os aspectos escondidos para alcançar clareza, leveza e verdadeira prosperidade.
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Abel BörbaDirector
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Abel BörbaWriter
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Abel BörbaProducer
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Project Title (Original Language):TransMutare — Possibilidades de uma Sombra
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Project Type:Animation, Experimental, Short, Web / New Media
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Genres:Vídeo Arte, Experimental, Essay
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Country of Origin:Brazil, Portugal
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Country of Filming:Brazil, Portugal
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Shooting Format:Analogic, Digital
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Film Color:Black & White and Color
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First-time Filmmaker:Yes
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Student Project:No
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Digital Cinema Package:Available
Distribution Information
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Kinema No Tenchi Art House Film DistributionDistributorCountry: WorldwideRights: All Rights, Internet, Video on Demand, Pay Per View, Theatrical, Video / DiscCountry: Worldwide
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The Art by CinemaSales AgentCountry: WorldwideRights: All Rights, Internet, Video on Demand, Pay Per View, Theatrical, Video / Disc
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Rever FilmsDistributorCountry: WorldwideRights: All Rights, Internet, Video on Demand, Pay Per View, Hotel, Airline, Ship, Theatrical, Video / Disc, Free TV, Paid TV, Console / Handheld Device
[ Ö ] ABEL BÖRBA
● B I O G R A F I A
Após um hiato, em quase uma década, no meu percurso criativo — necessário para um amadurecimento pessoal, artístico e profissional —, estou a regressar novamente às minhas atividades de criação, desenvolvimento, argumento e realização, produção, exibição e educação não-formal cinematográfica.
Sou realizador, argumentista, produtor, investigador independente e diretor criativo, com um percurso definido pela interseção entre estética fílmica, investigação histórica e justiça social.
A minha prática artística e profissional é indissociável de uma postura ética que visa desconstruir as hegemonias e as estruturas de opressão instaladas nas indústrias criativas e institucionais.
Como dinamizador cultural e pensador cinematográfico, atuo como diretor criativo e programador da AICI — Associação de Imagem e Cinema Interseccional (com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026), onde desenvolverei um trabalho pioneiro na promoção de narrativas que privilegiam a diversidade e a equidade representativa.
A minha visão estratégica e curatorial estende-se à [ MaS ] — Mostra de Audiovisual Social, plataforma que perceciona o cinema como ferramenta de intervenção cívica e debate público, e ao Cineclube Kino-Pravda, onde resgato a tradição do cineclubismo para fomentar o pensamento crítico e a educação fílmica em contextos não formais e comunitários.
No campo da escrita e da realização, dedico-me a projetos de fôlego que exigem um rigoroso trabalho de pesquisa e análise sociológica, antropológica e psicanalítica.
Com uma formação contínua e uma atuação que abrange desde a conceção, produção até à investigação não-académica, posiciono-me como uma voz ativa na nova geração de cineastas que percebem o ecrã como um espaço de criação e justiça.
O meu trabalho é guiado pela procura de uma democratização horizontal do cinema, a lutar pela proteção dos direitos humanos e das liberdades individuais, tanto na esfera da cidadania como na prática profissional criativa.
Através das minhas múltiplas frentes de atuação, pretendo continuar a construir pontes necessárias entre a lembrança do século XX e os desafios urgentes da democracia e da liberdade de criação neste século.
Vivo e Trabalho entre Porto, Lisboa e Paris.
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[ Ö ] ABEL BÖRBA
Director | Scriptwriter | Producer | Independent Researcher and Film Programmer| Creative Director
● B I O G R A P H Y (English Version)
Following a nearly decade-long hiatus dedicated to personal, artistic, and professional maturation, I have returned to my creative activities encompassing development, screenwriting, directing, production, exhibition, and non-formal film education.
I am a film-maker, screenwriter, producer, independent researcher, film programmer, and creative director, with a career defined by the intersection of film aesthetics, historical research, and social justice.
My artistic and professional practice is inseparable from an ethical stance that aims to deconstruct hegemonies and oppressive structures within the creative and institutional industries.
As a cultural promoter and cinematic thinker, I serve as the Creative Director of AICI – Intersectional Image and Cinema Association (set to launch in the second half of 2026), where I develop pioneering work promoting narratives that prioritize diversity and representative equity.
Since 2003, my strategic and curatorial vision has been channeled through [ MaS ] – Social Audiovisual Exhibition, a platform that perceives cinema as a tool for civic intervention and public debate, and Cineclube Kino-Pravda, where I revive the cineclub tradition to foster critical thinking and film education in non-formal and community contexts.
In my writing and directing, I dedicate myself to long-form projects requiring rigorous sociological, anthropological, and psychoanalytical research.
With continuous training and a career spanning from conception and production to non-academic research, I position myself as an active voice in a new generation of filmmakers who see the screen as a space for both creation and understanding.
My work is guided by the pursuit of a horizontal democratization of cinema, fighting for the protection of human rights and individual freedoms, both in the sphere of citizenship and creative professional practice.
Through my multiple fronts of action, I intend to continue building the necessary bridges between the memory of the 20th century and the urgent challenges of democracy and creative freedom in the 21st century.
Based and Work in: Porto, Lisbon, and Paris.
Memória Descritiva - Apresentação
"A imagem poética, às vezes pode ser pálida ou vibrante, forte ou frágil, positiva ou nem tanto". Gaston Bachelard*, filósofo e poeta francês.
O pensamento de Gaston Bachelard inspira, apresenta e resume o resultado final da proposta de investigação e intervenção, ao qual me propus na criação deste ensaio de processos imagético-fotográfico seriado e vídeografico, ao revelar os rumos já definidos das relações e das formas de representação e espacialização (in)comuns nesta arte da imagem.
O processo de criação deste ensaio baseou-se em sombras de objectos-artísticos pintados à mão**, captadas com um máquina fotográfica analógica*** (a utiliza filmes em cor e preto e branco), os quais são percebidos como príncipais símbolos que transformam os espaços imagéticos****, sejam através das imagens como percursos espaciais fragmentários ou inseridos em experiências individuais. Em cada fotografia ou frame em movimento produzidas, foram realçadas a sombra de cada um dos objetos-pinturas, aplicados e investigados em suas dimensionalidades.
Estas expressões espectrais dimensionais (os objectos-pinturas) possuem luzes manifestadas num universo particular de cores e sombras possíveis, de luminância somente captada com a "phos" solar.
A contemplação deste jogo de luz e sombra é necessária, pois ela expressa a "visão ulterior" das fotografias captadas, que para serem visualizadas necessitam de uma inversão das perspetivas imagéticas de quem deseja compreender os aspetos não comuns de cada uma destas imagens, tornadas menos claras pela interposição de corpos opacos, inerentes aos objectos aplicados nos espaços imagéticos tanto fotográfico quanto vídeografico.
Neste contexto, as linguagens das sombras utilizadas nas fotografias ou vídeo-arte, foram investigadas e dinamizadas a partir de formas ocasionais e consequentemente organizadas em séries, modificando-se em outras expressões surgidas, quando postas em contacto com a dimensionalidade espectral dos objectos-pinturas, onde cada símbolo visual obtido das sombras - ou não - tem contacto tênue com a realidade. A questionar deste modo a ontologia do processo físico-químico das próprias obras não fotografadas, que em seu conceito original, nada mais são do que impressões em chapas quadrangulares - radiogramas ou radiografias - utilizadas normalmente na medicina e na indústria e que foram reutilizadas, pintadas e posteriormente recortadas pela artista plástica Aida Wailer Ferrás, que colaborou livremente com as sua obras para estes ensaios.
A poesia visual contida no imagético de cada uma das imagens ou frames em movimento poderá significar uma expressão que desperta uma forma, mesmo que esta já seja conhecida, encontrada em lugares comuns, antes da "luz ulterior" ela seria um simples objecto para a mente; uma imagem poética foge às pesquisas de causalidade. Nada preparou estas imagens: nem a luminância natural.
A novidade essencial das fotografias apresentadas coloca-nos um problema de criatividade do ser imaginante (em questão: o espetador-visionador). Por essa criatividade, a conciência do vedor revela-se simples, pura, como uma expressão.
Abel Börba, artista fotográfico e cineasta.