Climbing Those Stairs (A Subir Aquelas Escadas)
Sinopse Curta:
Lisboa, 1996. No auge da crise da SIDA, Samuel "Samu" Lua, um imigrante brasileiro que sobrevive de biscates, cuida do seu companheiro Tiago, um ex-estudante universitário português que definha no último andar de um prédio devoluto na Baixa Pombalina.
Quando um rádio a pilhas anuncia a distribuição gratuita do novo "cocktail" de medicamentos, inicia-se uma corrida desesperada contra o relógio.
Mas a esperança colide com a crueza das ruas: entre a traição violenta de Pica — um vizinho toxicodependente, outrora fiscal de transportes públicos e ex-agente da PIDE em abstinência — e uma tempestade avassaladora que inunda a cidade, Samu terá de enfrentar os seus maiores medos na subida daquelas escadas.
Um drama sobre a urgência do afeto no limiar da sobrevivência.
Sinopse Longa:
1996. No ano em que Lisboa se reconstrói e olha para o futuro com as obras da Expo-98, a realidade na Baixa Pombalina é de abandono, chuva e exclusão.
É no topo de um edifício em ruínas que vivem Samuel "Samu" Lua, um jovem imigrante brasileiro que tenta manter a dignidade através de pequenos trabalhos, e Tiago, o seu parceiro português cuja vida está a ser consumida diariamente pelas consequências da SIDA.
Isolados do mundo, a sua realidade muda numa manhã cinzenta quando, através de um pequeno rádio a pilhas, ouvem o anúncio do Ministério da Saúde: as novas e revolucionárias terapêuticas combinadas vão ser finalmente fornecidas à população.
Para Samu, a notícia marca o início de uma odisseia urbana e psicológica. Sem recursos, ele tinha encontrado amparo em Pica, um vizinho nortenho com um passado sombrio como agente da PIDE e outrora fiscal de transportes públicos, agora transformado em carteirista e também ele infectado.
Pica ensina a Samu, que ele ingenuamente aceita e apenas observa e renega veemente, os meandros da sobrevivência e do roubo nos transportes públicos da cidade.
Contudo, após uma perseguição policial que resulta na prisão de Pica, a cumplicidade que os unia quebra-se.
Nas sequências finais, sob um imenso aguaceiro que fustiga Lisboa, os caminhos de ambos cruzam-se novamente no subsolo da cidade. Samu já tem os medicamentos na mão, mas encontra um Pica devastado pelo surto psicótico da abstinência após sair da cadeia.
O confronto físico no metro é brutal: um homem luta pela sobrevivência do companheiro; o outro, pelo desespero da dose que já não tem.
Após escapar por um fio à fúria de Pica, Samu corre pela Baixa inundada em direção ao prédio.
Em uma montagem paralela de enorme tensão, enquanto Samu galga as ruas debaixo do temporal, a Dona Mercês, a coscuvilheira, salazarista e viúva, que trabalha como porteira do edifício, inicia a sua própria e lenta ascensão pelas escadas com um pote de comida, movida por uma curiosidade mórbida em ver o estado terminal de Tiago.
Quando Samu finalmente chega ao topo para entregar o cocktail que promete a cura, a porta do quarto-apartamento aguarda-o, deixando no ar a questão mais devastadora: será que o amor conseguiu vencer o tempo?
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Abel BörbaWriter
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Abel BörbaDirector
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Abel BörbaProducer
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Abel BörbaKey Cast"Samuel "Samu" Lua"
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Project Title (Original Language):A Subir Aquelas Escadas
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Project Type:Feature
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Runtime:1 hour 30 minutes
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Country of Origin:Brazil, France, Portugal
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Country of Filming:Portugal
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Language:English, Forro Creole-Sãotomense, French, Gujarati, Portuguese, Romanian, Romany, Russian, Ukrainian
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Shooting Format:Digital, 35mm transfer, RED, 4K
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Aspect Ratio:2.39 : 1
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Film Color:Color
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First-time Filmmaker:Yes
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Student Project:No
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Digital Cinema Package:Unavailable
Distribution Information
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Rever FilmsSales AgentCountry: WorldwideRights: All Rights, Pay Per View, Theatrical
[ Ö ] ABEL BÖRBA ■ Scriptwriter | Director | Producer | Independent Researcher and Film Programmer | Creative Director
● B I O G R A P H Y
Following a nearly decade-long hiatus dedicated to personal, artistic, and professional maturation, I have returned to my creative activities encompassing development, screenwriting, directing, production, exhibition, and non-formal film education.
I am a film-maker, screenwriter, producer, independent researcher, film programmer, and creative director, with a career defined by the intersection of film aesthetics, historical research, and social justice.
My artistic and professional practice is inseparable from an ethical stance that aims to deconstruct hegemonies and oppressive structures within the creative and institutional industries.
As a cultural promoter and cinematic thinker, I serve as the Creative Director of AICI – Intersectional Image and Cinema Association (set to launch in the second half of 2026), where I develop pioneering work promoting narratives that prioritize diversity and representative equity.
Since 2003, my strategic and curatorial vision has been channeled through [ MaS ] – Social Audiovisual Exhibition, a platform that perceives cinema as a tool for civic intervention and public debate, and Cineclube Kino-Pravda, where I revive the cineclub tradition to foster critical thinking and film education in non-formal and community contexts.
In my writing and directing, I dedicate myself to long-form projects requiring rigorous sociological, anthropological, and psychoanalytical research.
With continuous training and a career spanning from conception and production to non-academic research, I position myself as an active voice in a new generation of filmmakers who see the screen as a space for both creation and understanding.
My work is guided by the pursuit of a horizontal democratization of cinema, fighting for the protection of human rights and individual freedoms, both in the sphere of citizenship and creative professional practice.
Through my multiple fronts of action, I intend to continue building the necessary bridges between the memory of the 20th century and the urgent challenges of democracy and creative freedom in the 21st century.
Based and Work between in Porto, Lisbon, and Paris.
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[ Ö ] ABEL BÖRBA
■ Argumentista | Realizador | Produtor | Investigador Independente e Programador Fílmico | Director Criativo
● B I O G R A F I A
Após um hiato, em quase uma década, no meu percurso criativo — necessário para um amadurecimento pessoal, artístico e profissional —, estou a regressar novamente às minhas atividades de criação, desenvolvimento, argumento e realização, produção, exibição e educação não-formal cinematográfica.
Sou realizador, argumentista, produtor, investigador independente e diretor criativo, com um percurso definido pela interseção entre estética fílmica, investigação histórica e justiça social.
A minha prática artística e profissional é indissociável de uma postura ética que visa desconstruir as hegemonias e as estruturas de opressão instaladas nas indústrias criativas e institucionais.
Como dinamizador cultural e pensador cinematográfico, atuo como diretor criativo e programador da AICI — Associação de Imagem e Cinema Interseccional (com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026), onde desenvolverei um trabalho pioneiro na promoção de narrativas que privilegiam a diversidade e a equidade representativa.
Desde 2003, a minha visão estratégica e curatorial estende-se à [ MaS ] — Mostra de Audiovisual Social, plataforma que perceciona o cinema como ferramenta de intervenção cívica e debate público, e ao Cineclube Kino-Pravda, onde resgato a tradição do cineclubismo para fomentar o pensamento crítico e a educação fílmica em contextos não formais e comunitários.
No campo da escrita e da realização, dedico-me a projetos de fôlego que exigem um rigoroso trabalho de pesquisa e análise sociológica, antropológica e psicanalítica.
Com uma formação contínua e uma atuação que abrange desde a conceção, produção até à investigação não-académica, posiciono-me como uma voz ativa na nova geração de cineastas que percebem o ecrã como um espaço de criação e justiça.
O meu trabalho é guiado pela procura de uma democratização horizontal do cinema, a lutar pela proteção dos direitos humanos e das liberdades individuais, tanto na esfera da cidadania como na prática profissional criativa.
Através das minhas múltiplas frentes de atuação, pretendo continuar a construir pontes necessárias entre a lembrança do século XX e os desafios urgentes da democracia e da liberdade de criação neste século.
Vivo e Trabalho entre o Porto, Lisboa e Paris.