Lisbon, Podium of Chimeras or (Status Quo Ante Bellum)

In an unusual trait of extreme celebration, far from today's gentrified Lisbon - this podium of fabricated chimeras, of handpicked investments, I did a solitary and undisturbed approach through a community of mostly black African descendants, to record an episode of a speechless freedom inside of the African diaspora community, which reveals resistance, in Bairro da Torre (Camarate).

  • Welket Bungué
    Director
    EU NÃO SOU PILATUS (2019), ARRIAGA (2019), BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM ENGsubs (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Welket Bungué
    Writer
    EU NÃO SOU PILATUS (2019), ARRIAGA (2019), BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM ENGsubs (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Welket Bungué
    Producer
    EU NÃO SOU PILATUS (2019), ARRIAGA (2019), BASTIEN (2016) AGINAL (2018) WOODGREEN (2017) MENSAGEM ENGsubs (2016) BUÔN (2015) E NADA FIZEMOS (2019) WHO THEY ARE (2019) N'SUMANDE TCHALIH HUDI (2019) EU NÃO SOU PILATUS (2019) ARRIAGA (2019)
  • Welket Bungué
    Key Cast
    BASTIEN, Buôn, Message, Joaquim, Body Electric
  • Project Title (Original Language):
    Lisboa, Pódio de Quimeras ou (Status Quo Ante Bellum)
  • Project Type:
    Documentary, Experimental, Short
  • Genres:
    drama, docu-drama, urban drama, social issues
  • Runtime:
    28 minutes
  • Country of Origin:
    Portugal
  • Country of Filming:
    Portugal
  • Language:
    Portuguese
  • Shooting Format:
    Digital
  • Aspect Ratio:
    1.85.1 - 4:3
  • Film Color:
    Black & White and Color
  • First-time Filmmaker:
    No
  • Student Project:
    No
Distribution Information
  • KUSSA Productions
    Country: Worldwide
    Rights: All Rights
Director Biography - Welket Bungué

Welket Bungué is a Berlin-based actor, born in Guinea-Bissau in 1988. His cross-cultural education from Africa, Europe, and Brazil made him into a cross-national, multi-talented artist. He is co-founder of the production company KUSSA, holds a degree in Theater Acting (ESTC / Lisbon) and a postgraduate degree in Performance Art (UniRio / Brazil). In 2023 Welket was an ambassador for the Face to Face with German Films Campaign as a filmmaker and actor.

Welket's artistry is influenced by anti-colonial and Afrocentric perspectives, leveraging one's natural skills to inspire human growth and potential. His films compose an ecosystem of creative freedom, an invitation to cast off from old hardened narratives and into a space of thinking, resilience, and cross-border identity. Like a body in transit, his commitment to the storytelling art holds the belief of a future in which we can dialogue and find one another. Welket is an artist featured by the Arsenal - Institute for Film and Video Art (Berlin), and since 2021 his films are part of the institution's collection.

Welket's films have circulated internationally through numerous film festivals such as Berlinale, ABFF (USA), Africlap (France), Zanzibar IFF, Afrikamera (Berlin), BFI London and Sheffield DocFest (UK), IndieLisboa, DocLisboa, Curta Cinema IFF (RJ, Brazil), as well as the Stockholm Dansfilmfestival. Welket repertoire on filmmaking reunites more than 25 creations, including the short film titles Calling Cabral, Mudança, Jah Intervention, I am Not Pilatus, Arriaga, and Bastien.

As an actor, Welket has been featured in over 40 films and series, including Marcelo Caetano's highly acclaimed coming-of-age drama Body Electric, Marcelo Gomes' historical drama Joaquim, and Laís Bodanzky's Pedro, Between the Devil and the Deep Blue Sea. Welket starred alongside actors Viggo Mortensen, Léa Seydoux, and Kristen Stewart in David Cronenberg's film Crimes of the Future, which debuted at the Cannes Film Festival in 2022.

In 2020, Welket starred in Burhan Qurbani's new version of Berlin Alexanderplatz, where his performance earned him a "Silver Bear" nomination at the Berlin International Film Festival, a "Best Lead Actor" nomination at the LOLA Awards of the German Film Academy (equivalent to the OSCARS), and the Aluminum Horse Award for "Best Actor" at the Stockholm International Film Festival.

In 2022, he took part of the International Jury of Ghent IFF, chaired by the British director Clio Barnard (The Selfish Giant) amongst Daniel Hart (A Ghost Story, The Green Knight), Georgian director Alexandre Koberidze (What Do We See When We Look At The Sky), Nico Leunen (Ad Astra, Beautiful Boy, The Broken Circle Breakdown). He also took part of the International Jury of São Paulo IFF 2023, chaired by the Serbian director Emir Kusturica, amongst the Berlinale Artistic Director Mariëtte Rissenbeek, Lenny Abrahamson (Frank, Room, Normal People) and Enrica Fico Antonioni.

In June 2022, Welket released his first book 'Corpo Periférico' on the Amazon platform, it's an autobiographical essay on auteur filmmaking based on the eponymous concept of "self-portraying cinema".

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Welket Bungué nasceu em 1988 na Guiné-Bissau. O guineense-português de etnia balanta, reside em Berlim desde 2019. Bungué é um artista transdisciplinar com foco nas artes cénicas e no vídeo performanace. A sua educação intercultural agregando as suas heranças africanas, a as vivências europeias, e as influências adquiridas no Brasil, fazem dele um cidadão-artista em trânsito permanentemente.

Welket é co-fundador da produtora KUSSA, faz locução para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ).

Bungué é cooperador-membro da Fundação GDA, é Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015, membro da Deutsche Filmakademie desde 2020, e em 2021 tornou-se membro da Academia Europeia de Cinema. Bungué é artista integrante do Arsenal - Institute for Film and Video Art (Berlim), e desde 2021 que os seus filmes fazem parte do acervo da instituição.

O seu trabalho artístico investiga práticas anti-colonialistas e de afirmação africana-diaspórica, visando a criação de capacidades de auto-empoderamento e cura. A filmografia de Bungué pressupõe um ecossistema de liberdade criativa, um convite a abandonar narrativas endurecidas e a lançar-se em novas possibilidades de pensamento, resiliência, e simultaneidade identitária.

Os seus filmes têm circulado internacionalmente por inúmeros festivais de cinema tais como Berlinale, ABFF (EUA), Africlap (França), Zanzibar IFF, Afrikamera (Berlim), BFI Londres e Sheffield DocFest (Reino Unido), IndieLisboa, DocLisboa, Curta Cinema IFF (RJ, Brasil), bem como o Dansfilmfestival de Estocolmo. O repertório cinematográfico de Welket reúne mais de 25 criações, incluindo as curtas-metragens 'Memória' (2022), 'Mudança' (2020), 'Intervenção Jah' (2019), 'Eu Não Sou Pilatus (2019), 'Arriaga' (2019) e 'Bastien' (2016).

Em 2019 foi distinguido com o prémio “Angela Award - On The Move” no Subtitle Festival em Kilkenny, na Irlanda. Em 2020 Welket é o protagonista de 'Berlin Alexanderplatz' (Comp. Intl. Berlinale 2020), realizado por Burhan Qurbani. A sua interpretação valeu-lhe uma indicação ao Urso de Prata, uma nomeação como “Melhor Ator Principal” nos prémios LOLA da Academia Alemã de Cinema (Deutscher Filmpreis), e ainda o prémio “Cavalo de Alumínio” para “Melhor Ator” no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo.

Em junho de 2022 Welket lançou o seu primeiro livro 'Corpo Periférico' na plataforma Amazon, trata-se de um ensaio autobiográfico sobre a produção de cinema de autor com base no conceito homónimo de "cinema de autorrepresentação".

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Director Statement

Estamos em março de 2021, vivemos um terceiro confinamento devido ao Covid-19, e encontro-me agora em Gent (Bélgica), felizmente a fazer aquilo que mais gosto. A filmar cinema. Trago-vos um filme realizado em 2019. Filme inédito nos festivais... talvez porque tecnicamente, este se recusa a submeter aos cânones do "establishment' vigente. Critérios que em muitos casos obstruem e inviabilizam a circulação de narrativas e de produções desenquadradas, dos ditos requisitos técnicos, e de produção, que legitimam a atribuição de um "selo de qualidade" para um filme que se possa comercializar. Mas isso não quer dizer derrota, talvez nem signifique coisa nenhuma, mas quer dizer alguma coisa. Então, este filme Lisboa, Pódio de Quimeras será partilhado com vocês, enquanto este carrega consigo um "exoesqueleto paisagístico" de um tempo distante, e no qual já muitos de nós resistíamos ao inevitável exílio global em que nos vemos hoje.

Levo-vos ao Bairro da Torre, em Camarate. Aí está um lugar inóspito que nos poderia situar noutros lugares, algures nos anos 90. Lisboa, Pódio de Quimeras ou (Status Quo Ante Bellum) é sobre ocupação e despejo, apropriação e desterritorialização. Este é um docu-drama experimental, livremente filmado durante a celebração da "Festa de Nossa Senhora da Madre Deus". Uma festa realizada anualmente e que reúne uma grande comunidade migrante da diáspora africana. Esta festa ocorreu a 8 de Setembro de 2019, no Bairro da Torre, em Camarate.

" Num rasgo incomum de extrema celebração, distante da Lisboa gentrificada - esse pódio de quimeras fabricadas, e de investimentos escolhidos a dedo. Eis que transito fantasmagoricamente por dentre uma comunidade de afrodescendentes maioritariamente de origem são-tomense. Levei comigo uma câmara, uma lente, e o tempo de que dispunha naquela tarde, para registar um episódio de vivência livre e comunitária, de resistência, no Bairro da Torre. " - Welket Bungué
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This film was freely shot during the celebration of the "Feast of Our Lady, Mother of God", a feast held annually and which brings together a large migrant community from the African diaspora. This celebration took place on September 8th, 2019, in Bairro da Torre, in Camarate.

One day they tried to invent silence, and when they dared to silence them, those people formed a radical, thirsty, life-threatening agglomerations against the state-institutional standardization. Which like an indomitable virus, stains communities and chains them in a way to not look at themselves as equals in rights and duties. Because of this, I dicided t drift over the technical sloppiness of image and sound capture, and I artificialize it with a post-editing color treatment to varnish the "bad" misunderstandings that we produce.

"You don't have to understand. Because it is simply impossible. I'm just telling you. But you can watch and listen. This wasn't here before but now it is. This place certainly cannot be what it was once, nor what it is now, nor what will it ever shall be."

There's a clandestine neighborhood, is it the Bairro da Torre, an unaccounted post, but what is that?! If there are several communities depending upon that territory?

Slums were "extinct" since the 90's in Portugal, but some survived as degenerate and obscurely mentioned monsters, or maybe not. Remaining on the outskirts of Lisbon, and fulfilling their role of affective dehumanization, geographical expropriation, and above all alienation rights in the framework of protection, education, health or social inclusion.

There is an inhospitable imagery place that could place us in the 1990s, but no; - It's really nowadays. But that doesn't mean victory, nor loss, but it does mean something like - what if this is still existing today, where are we going, what is Lisbon proposed for, and for whom?!

"In an unusual feature of extreme celebration, far from gentrified Lisbon - that podium of manufactured chimeras, and of handpicked investments. Here I am phantasmagorically passing through a community of Afro-descendants, mostly of São Tomé origin. I took a camera, and a single lens I had in that afternoon, to record an episode of free and community life, of resistance, in the Bairro da Torre."

KUSSA Productions © 2021